Nestes tempos em que há tanto descrédito da população em relação aos governantes, o Plano de Bairro talvez seja a grande oportunidade para o cidadão renovar a confiança em si próprio e na sua capacidade de mudar a sociedade. E mudar a partir da sua rua, da sua região para que a soma de pequenos acertos resulte numa cidade melhor e mais humana.
Busco a reversão do paradigma do paternalismo, que trata as comunidades e suas lideranças como crianças, incapazes de agir por si próprias; de entender as limitações e restrições que possam existir; de entender as prioridades e os interesses coletivos maiores da metrópole como um todo. E só posso testemunhar que as comunidades resgatam sua auto-estima, sua força e sua maturidade quando são tratadas não como crianças a serem tuteladas, mas sim como grupos perfeitamente capazes de compreender as limitações e decidir por si próprias o que é melhor. É por isso que o Plano de Bairros tem tudo para dar certo. Só vai depender da sua participação.